Pesquisar este blog

quarta-feira, 23 de março de 2011

[...]

Soprou sonhos
nos olhos castanhos
da moça estranha.

Queria tirar
um pequeno medo
grudado nas suas retinas.

Foi pior.
Encheu de ilusões
aqueles olhos confusos,

agora fechados,
sem enxergar o mundo
com tanto cis (R) co.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ah! Safada.

Safa da vida
vivia entre braços fortes
e lábios carnudos.

Safa da história
teve muitos casos tórridos
e amores confusos.

Safa da morte
quase perdeu tudo
com aquele poeta cabeludo.

Ah! Safado.

domingo, 20 de março de 2011

Um bom dia de domingo!

Acordar e curtir:
a vida,
a cidade,
a comida,
os amigos.

Todos assim,
juntos e misturados.
Uma combinação perfeita,
um domingo perfeito.

Micos do Parque Lage,
sorrir com os amigos,
Waflle do Cafeína,
sorrir com os amigos,
Passeio em Copacabana,
sorrir com os amigos,
Paisagens de Petrópolis,
sorrir com os amigos,
Pão com linguiça da Pavelka,
sorrir com os amigos,
Biscoitos da Casa do Alemão,
sorrir com os amigos,
Doces do Willemsen.

Todo domingo podia ser
como esse domingo.
E aí todo domingo
seria um domingo feliz.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dois homens, duas idades...

Da varanda, olhavam os aviões,
ela e ele (seu amado).
Ela: Olha o avião! Olha!!
Ele a ignorava pensativo
e depois a beijava.
Nesse momento eles se entendiam!

Da varanda, olhavam os aviões,
ela e ele (seu sobrinho).
Ela: Olha o avião! Olha!!
Ele apontava pro céu, empolgado
e depois brigavam por qualquer bobeira.
Naquele momento eles se entendiam!

sábado, 12 de março de 2011

O verdadeiro valor

Quando estava triste
colocava copos nos ouvidos
e escutava o barulho do mar,
sentia que tudo era pequeno
inclusive seus problemas.
Como podia ter uma tristeza grande
se um oceano cabia numa xícara?!

Quando estava feliz
tomava chá de hortelã
e sentia que tudo era grande
porque acabara de beber
um pacífico refrescante.
Como podia ter uma felicidade pequena
se um ocenao cabia dentro de si?!

Buscou dar o valor devido
a tudo que sentia.
Quando estava triste
tirava os óculos,
para a trsiteza dava sua miopia.
Quando feliz, usava lupas,
e a alegria nem cabia em seus olhos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Um amor desbotado

O último buquê que me destes,
esquecido no cristal rachado,
enchia de vermelho
a minha sala tão bege.
Foi triste ver as pétalas
cairem na tábua corrida
sem barulho, sem vida.

O que não se vê

O medo antecipava-se
e tudo que ela sentia
era uma vontade de correr,
seguir sem rumo.

Desejava mais que tudo
esquecer todos os blues,
mas não conseguia arrancar dos ombros
aquele velho retrovisor.

E assim ia nublando
um futuro de encantos,
por pura falta de coragem
de acreditar em seus sonhos.